Parto Humanizado









































                                                                 Um processo de assistência ao parto centrado na mulher, onde ela escolhe quem quer ter como seu   acompanhante, se quer ou não se alimentar ou ingerir líquidos, a posição mais confortável para si, verticalizada (cócoras), na água, na cadeira de parto ou banqueta para parto de cócoras, deitada, de lado, em fim o que for mais agradável para si. Disponibilidade de alternativas não farmacológicas de alívio da dor, como água quente, compressas, massagens, acupuntura, exercícios físicos, de respiração e relaxamento, tudo aliado a um ambiente calmo e tranqüilo com privacidade e muito respeito, respeito ao ato de gerar e de nascer, respeito pode ser traduzido aqui, como consentir, permitir respeitando o ciclo natural e fisiológico feminino.


Nascer sorrindo

O bebê é da mãe, e vai para o colo da mãe assim que nascer, sendo amamentado, sentido e tocado, uma     sinestesia perfeita, permanecendo com a mãe o tempo que ela desejar. A mulher vai ditando as regras do seu momento, do qual é a suprema protagonista, deusa geradora da vida. Como foi durante a maior parte da   existência humana, um parto protagonizado pela feminilidade, onde ela se manifesta expressa seus desejos e      vontades. Podendo usufruir o direito de ter em sua companhia, boa parte do tempo, uma outra mulher experiente que promova um suporte afetivo, físico e emocional, ministrando massagens, oferecendo líquidos, lembrando a importância de respirar suavemente e ainda incentivando a nova mãe, esta figura especial é a doula.
Assistência convencional ao parto


Atualmente a assistência convencional ao parto é a mecanização, o homem invade este momento, ditando regras e protocolos e desfazendo o protagonismo celestial dado pela natureza a mulher. É importante no em tanto resgatar este parto do principio. Mas antes de tudo resgatar a confiança desta mulher. Confiança no mecanismo perfeito que é o seu corpo.
Nossa perfeição se manifesta de forma mais singular no parto


 Quando o corpo começa com as primeiras contrações, meses antes do nascimento, para o bebê as contrações uterinas são simples caricias, mas para o corpo da mãe este é um importante treinamento, que     se intensifica com o passar dos dias. Muitas substâncias são produzidas neste momento, a hipófise produz a ocitocina, “o hormônio tímido do amor” que tem a função silenciosa de acompanhar o trabalho de parto, é um hormônio sexual e para ser liberado precisa de um ambiente seguro e privativo. Após o parto muita ocitocina é liberada, provavelmente a maior quantidade de toda vida, este é o momento em que mãe e filho precisam estar em contato pele a pele, se olhando, se sentindo e se apaixonando. Em um ambiente frio, cheio de pessoas dizendo o que fazer este hormônio não se manifesta adequadamente e mãe e bebê são excluídos deste momento sublime da existência humana.

 Além perdas físicas já que a ocitocina ajuda na recuperação e controle das perdas sangüíneas, há perdas emocionais como depressão pós-parto, por exemplo. Também são liberadas durante o parto endorfinas naturais tornando o processo mais suave e menos dolorido, por isso as técnicas farmacológicas devem ser usadas com cautela, pois anulam este anestesico natural. Este mecanismo perfeito acontece fisiologicamente e instintivamente sem precisar de nenhuma intervenção do homem. É só consentiNo parto natural permitimos que o corpo aja fisiologicamente. Acreditando e respeitando esta fisiologia, sendo simples observadores da grandiosidade da natureza feminina. Fazendo uso de nosso conhecimento obstétrico em casos de real necessidade, onde a obstetrícia moderna é realmente útil e salvadora.
O ambiente adequado para o parto


O ambiente de penumbra, privacidade e silencio oferece a mulher condições de se manifestar instintivamente permitindo que seu corpo se liberte dos nossos padrões posturais, e com mais liberdade se possa provar do instinto primitivo de parir de gerar e sentir.


“O lugar do bebê que nasce é no seio de sua mãe.”
Dr. Alberto Guimarães


“Para mudar o mundo é preciso primeiro mudar a forma de nascer.”
Michel Odent


Acompanhar, acreditando na fisiologia da gestação e do parto. Percebendo, refletindo e respeitando a diversidade cultural e emocional da mulher e seus familiares. Empoderando a mulher do direito de participar ativamente, expressando seus desejos e suas escolhas.