Cama compartilhada – prós e contras

Publicado em 1 de julho de 2019 por

Uma pergunta para todos os seus pais: você compartilha sua cama com seu bebê? lguns estudos Adizem que o compartilhamento de cama com o bebê é benéfico, enquanto outros associaram a prática a sérios riscos à saúde. Então, qual a alternativa para os pais de primeira viagem?

A Academia Americana de Pediatria (AAP) é contra o compartilhamento de cama com uma criança. Porém, de acordo com um estudo do National Institutes of Health (NIH), o percentual de bebês que compartilham uma cama com um dos pais, outro cuidador mais do que dobrou.

Segundo o antropólogo James McKenna, do ponto de vista neurológico, os bebês humanos nascem como os mais imaturos dos mamíferos, com apenas 25% do volume cerebral de um adulto. Seu desenvolvimento também é o mais lento e dependente de estímulos sensoriais maternos. Eles não têm dentes, não andam, não falam, não tremem para se aquecer, mal controlam a própria respiração e a temperatura corporal e não enxergam além de 25 centímetros. Biologicamente, esperam que alguém esteja sempre com eles. É por isso que reagem tão positivamente ao contato com outro corpo.

Mas o compartilhamento da cama com um adulto, não projetada para a segurança da criança expõe os pequenos a riscos adicionais de lesão acidental e morte, como sufocamento, asfixia, aprisionamento, quedas e estrangulamento.

Bebês – particularmente aqueles nos primeiros 3 meses de vida e aqueles nascidos prematuramente e / ou com baixo peso ao nascer – estão em maior risco, possivelmente porque as habilidades motoras imaturas e a força muscular dificultam a fuga de possíveis ameaças.

O fato é que o antropólogo tem argumentos para convencer sobre a importância de discutir esse hábito. A favor dele, há dados acumulados em 38 anos de pesquisa e sua experiência como diretor do Laboratório de Comportamento do Sono entre Mãe e Bebê, da Universidade de Notre Dame.

“Entre 40% e 70% das mães que amamentam dormem com o bebê nos Estados Unidos, o que corresponde a cerca de 4 milhões de crianças por ano. Desde que se tome precauções, manter o costume é seguro”, garante o antropólogo.

Segundo estudo, a cama compartilhada é inapropriada somente em circunstâncias específicas: se os pais consomem álcool, drogas ou fumam, se dormem em um sofá ou se o recém-nascido é prematuro. Na ausência desses fatores, os riscos seriam mínimos. McKenna ainda ressalta que as particularidades dos bebês que mamam no peito contribuem para que fiquem seguros. Segundo ele, os bebês não se movem tanto pela cama como os que não são amamentados. Mesmo os maiores, com mais de 6 meses, tendem a ficar próximos ao corpo da mãe. Por isso, evitar quedas e outros acidentes é fácil. Se conduzido da maneira correta, o breastsleeping não só deixa de representar ameaça como atua na prevenção da morte súbita, já que bebês alimentados com complemento correm mais riscos de morte súbita.

Estudos sugeriram que o compartilhamento de cama com um bebê também aumenta o vínculo entre pais e bebê. Falando com a Fox News no ano passado, a pediatra Dra. Susan Markel afirma que “Os bebês têm uma necessidade inata de serem tocados e mantidos. Eles gostam de ter proximidade física dia e noite, e esse tipo de conexão é essencial para satisfazer as necessidades de calor, conforto e segurança de um bebê.”

Mas alguns profissionais de saúde acreditam que o risco de morte súbita supera os benefícios potenciais do compartilhamento de cama.

Existem bercinhos de cama que protegem o bebê e que podem ser utilizados com facilidade para manter o bebê por perto e aumentar as mamadas noturnas. Esse é um assunto que vale a pena ser discutido com o pediatra do seu filho e encontrar a melhor alternativa para a sua rotina.

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